31 de março de 2008

Indianizacao

Who is ele???

Fazendo what?????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

29 de março de 2008

Ibira e as Indianas

Namaskar
A seguir, apresento as mulheres indianas com quem me relacionei mais intimamente, cada uma a sua maneira. Na India, sendo homem, e ocidental, por mais que eu possa conversar naturalmente com as mulheres, existe um bloqueio social grande demais em relacao a aproximacao ente homens e mulheres. Mas alguns casos aconteceram, principalmente em Delhi, onde existe uma ocidentalizacao mais avancada. Foram quatro, ate agora, mas ainda estou em duvida... estou avaliando os dotes... o que voces acham?
hehehe... brincadeirinha!


Primeira: Mary, amiga do Sankalp, que queria me conhecer e por isso foi passear com a gente no forte Panhala, em Kolhapur, fato raro de ocorrer na India tradicional.

Segunda: Nisha, irma do Roni, que tambem estava doida pra me conhecer, pos a mao no meu ombro na hora da foto, o que foi inesperado pra mim.

Terceira: Chanchal, a mais ocidentalizada de todas, ja morou em Portugal e fala portugues perfeitamente. Ela nem parece indiana... mas eh.

Quarta: Kalyani, a vizinha, que veio brincar de Holi com a gente. Quer dizer, eu que peguei ela no susto, mas no fim ela chegou com tradicionais docinhos indianos para celebrar.


Incredible Indian Girls!

A Música Clássica Indiana - Parte 2


Rasa - Estética da Música Indiana

Está profundamente ligada à música indiana a idéia de expressar certos sentimentos e emoções (bhava) que culminam no conceito de Rasa, o sabor, a essência a ser interpretada pelo executante e desfrutada pelo espectador. A teoria clássica do Rasa, tal como é aceita hoje em dia teve sua origem no século X a partir dos argumentos grande filósofo e esteta da Cachemira, Abhinavagupta que definiu um total de nove rasas, ou categorias de sentimentos capazes de serem percebidas e experimentadas pelos seres humanos, são os nava-rasas:


Nava – Rasa

Termo Sânscrito

Significado Principal

Outros Significados e Emoções Relacionadas

Shrngara

O Amor (O Erótico)

Beleza, Devoção, Erotismo

Hasya

A Alegria (O Cômico)

Humor, Sarcasmo

Adbhuta

O Maravilhoso

Curiosidade, Mistério

Shanta

A Tranqüilidade

Calma, Relaxamento

Raudra

A Furia (O Furioso)

Irritação

Vira

A Coragem (O Heróico)

Heroísmo, Orgulho, Confiança

Karuna

A Tristeza (O Patético)

Compaixão, Piedade, Condolência

Bhayanaka

O Medo (O Terrível)

Ansiedade, Compaixão

Vibhatsa

O desgosto (O Abominável)

Depressão, Auto-Piedade


Cada Raga pode expressar um ou mais rasas de acordo com a velocidade, o tempo, e o movimento melódico em que o Raga é executado. Por exemplo, o Raga Yaman Kalyan é considerado doce e gentil, madhur, em Hindi, e segundo o grande cantor Pandit Omarnath Thakur (1897 – 1967), fundador da Faculdade de Música da Universidade de Benares, o caráter estético de Yaman Kalyan pode ser descrito como “o sentimento do despertar, emergindo do estado do sono”. O célebre sarodista Ali Akbar Khan diz que este raga pode expressar um leque de sentimentos estéticos que abrangem o amor em sua forma devocional (bhakti) ou erótica (shringara), o sentimento de compaixão (karuna) ou ainda a tranqüilidade (shanta).

Cada um dos Rasas são diferentes qualidades estéticas que podem ser representadas e interpretadas como um sentimento refinado. Dentre todas as qualidades de sentimentos, Abhinavagupta destacou Shanta, a Paz ou Tranqüilidade como a essência de toda contemplação estética da arte. A tranqüilidade (shanta) é um pré-requisito básico para o desfrutar estético e, nas palavras de Abhinavagupta: “Porque shanta esta fundamentado no mais elevado objetivo do homem, isto é, porque shanta pomove a liberação última (moksha), é o mais importante de todos os rasas” (em Masson & Patwardhan, 1969: 102-03)

Diz Bharata no Natyashastra: “Vários sentimentos, devido às suas causas particulares respectivas, surgem de shanta. Mas quando estas causas desaparecem, aqueles rasas se fundem novamente com shanta” (NSh 6.87 em Masson & Patwardhan, 1969: 140)


Notas na Música Indiana


Na música indiana as sete notas da escala (saptak) chamam-se swara. No sistema hindustani, a partir destas sete notas formam-se os Thaats, que são os modos como a escala pode se apresentar. Existem 10 Thaats básicos que dão origem aos inúmeros Ragas do sistema hindustani. Na música Carnática os modos da escala aparecem como Melakartas, que contam com o número de 72.

As sete notas da escala indiana são ainda divididas em 22 srutis, ou microtons, cujo uso permite requintadas nuançes de expressão musical inatingíveis pela escala cromática do Ocidente, de doze semitons. Cada uma sete notas fundamentais tem relação com uma cor e com o grito de um animal além da profunda relação com os chakras.

Nada Yoga – O Yoga do Som

De acordo com a metafísica hindu, o Absoluto não pode ser pensado, mas sabe-se que dele emana um som primordial, Om. Pode-se ouvir o Absoluto, e seu som é Om, o som a partir do qual surgem todas as demais manifestações de matéria e energia.

A palavra sânscrita para som é Nada.

Nada Yoga significa a união através do som, ou a união com o som. Existem dois tipos de som, o Ahat Nad (produzido externamente) Anahat Nad (percebido internamente pelos yogues avançados). A concentração no som (nada), conduz a mente e o espírito à tranqüilidade (shanta) necessária para a união (yoga) com o Absoluto (Om).

Todos os mantras são originados a partir da sílaba Om, a partir da qual surgem também as 50 sílabas subseqüentes do alfabeto devanagari que compõe os mantras em sânscrito.

Grande santos indianos eram capazes de operar feitos maravilhosos através do uso correto das ondas sonoras. O grande santo e músico do séc IV, Sri Tan Sem atraía a chuva ao cantar o Raga Megh e acendia lamparinas ao executar o Raga Deepak, indicando o infinito poder do som.

Cientistas modernos descobriram que ao ser exposto a determinadas freqüências de som, o corpo humano pode adoecer ou ser levado a um processo de cura. Os antigos sábios da Índia há muito tempo já conheciam essas maravilhosas propriedades do som e descobriram que certas combinações de notas executadas, assim como certos Ragas, podem produzir efeitos maravilhosos de cura e elevação espiritual.

28 de março de 2008

A Música Clássica Indiana - Parte 1


Namaskar

Voce gosta de musica? Eu tambem :)

Vamos aprender juntos sobre a musica classica indiana!

A Música Clássica Indiana

por Diego Hauptman

Introdução

A tradição musical indiana está em contínuo desenvolvimento há milênios e, seu sistema, na forma como é conhecido hoje, é fruto herdado de uma tradição inquebrantável baseada no guru shishya parampara, relação guru (mestre) – discípulo.

A primeira referência literária precisa sobre a música na Índia foi feita por Panini (500 A.C) e a primeira referência à teoria musical é encontrada no Rikpratisakhya (400 A.C), mas a organização da música indiana deve sua origem ao Samaveda, uma das quatro partes dos Vedas. Outra obra muito importante é o Natya Shastra (Dramaturgia em sânscrito), atribuída a Bharata e escrita no período Gupta (séc. IV D.C), considerada a era de ouro no desenvolvimento da ciência musical na Índia.

O aspecto devocional deve ser compreendido como um ponto fundamental na compreensão da música indiana, na medida em que se desenvolveu a partir do canto ritualístico e conserva até os dias de hoje as qualidades espirituais e ritualísticas como elementos nucleares da sua constituição original.

Após um longo período de desenvolvimento, a música indiana, associando seu aspecto devocional original à música folclórica e outras expressões musicais da Índia e culturas vizinhas como a da Pérsia, desenvolveu-se como uma arte muito peculiar e própria, dando origem às duas grandes tradições de música, a hindustani sangita (Música Indiana do Norte) e a karnataka sangita (Carnática - Música Indiana do Sul). As raízes de ambas as tradições estão no Bharata Natya Shastra (séc. IV D.C), e as divergências surgem somente por volta do séc. XIV D.C.

As duas principais grandes tradições musicais, tanto a Hindustani quanto a Carnática apresentam a característica monofônica da música indiana, isto é, as melodias são executadas sempre em um só tom, o que produz um efeito mântrico e profundo, próprio da música indiana. Uma das diferenças consiste em que na música Hindustani do norte, dá-se mais ênfase a improvisação do que na música Carnática, que se baseia em padrões mais rígidos. A música Carnática, que nunca absorveu influência estrangeira, é sempre orientada por versos devocionais e o estilo vocal é predominante, enquanto que a música Hindustani foi muito influenciada pelo povo persa e seu estilo dá mais abertura à música instrumental, embora, a música indiana em sua totalidade seja orientada pela música vocal, que tem precedência sobre a música instrumental.

Raga e Tala

Os conceitos de Raga (lit. Cor em sânscrito) e Tala também constituem pontos fundamentais na ciência musical indiana. É sob o conceito de Raga que se desenvolve toda estrutura melódica, e sob o de Tala se desenvolve toda a estrutura rítmica.

O Tala, (literalmente, bater das palmas, em sânscrito) é uma estrutura rítmica baseada em um número predeterminado de batidas, e sua natureza é cíclica. Existem inúmeros Talas na música indiana de diferentes batidas e tempos. A literatura sânscrita descreve 120 Talas, Bharata (Natyashastra) teria isolado 32 espécies de Tala no canto de uma cotovia.

Acredita-se que existam aproximadamente 300 ragas, embora somente cerca de 40 ou 50 sejam executados com regularidade. Um Raga não deve conter somente os elementos melódicos precisos que caracterizam o Raga como também deve expressar o movimento e sentimento estético apropriado. Cada Raga tem uma linguagem própria para se expressar utilizando-se das notas certas, ornamentos apropriados, motivos melódicos e a intenção estética que caracteriza determinado Raga. A interpretação de um Raga vai muito além de um simples sentar-se diante de uma partitura a fim de executar mecanicamente o que está ali escrito. Um músico indiano nunca irá servir-se da música escrita durante uma apresentação, pois o Raga deve estar já incorporado pelo músico, que terá plena liberdade de improvisação dentro das estruturas pré-estabelecidas da peça a ser executada, dando, em cada execução uma nova vestimenta ao corpo nu do Raga.

São muitos anos de intensa prática musical que possibilitam o músico indiano executar com precisão um Raga. A tradição musical na Índia ainda é predominantemente hereditária. O conhecimento é passado de pai para filho e o filho de um músico provavelmente também será um músico e assim sucessivamente, embora os mestres de música consintam em transmitir seus conhecimentos a todos àqueles que tenha aceitado como discípulos, este, tornando-se assim, quase um membro da família do seu mestre. Os estudos e prática musical geralmente tem início já aos quatro anos de idade e a vida do estudante é marcada por muitas horas diárias de prática.

Gharana e Bani – As Escolas

Na música Hindustani do norte, existem inúmeras escolas (gharana, do sânscrito graha, lar, casa, família) de tradições musicais na Índia e cada uma delas é batizada normalmente pelo nome da família ou pelo nome da região onde o fundador habita ou habitou alguma vez, como a Imdadkhani Gharana, escola fundada por Imdad Khan ou Maihar Gharana, escola que se originou em Maihar ao norte da Índia.

As escolas Carnáticas do sul da Índia chamam-se Bani, palavra originada de Vani (voz), e não tem um papel pedagógico como as Gharanas do norte da Índia, que ditam como devem ser executados os ragas. Bani é um estilo de expressão musical mais individual, aperfeiçoada por um músico.

Sangita – Música e Dança

Dança, teatro e música vocal e instrumental constituem uma unidade dentro da representação artística na Índia englobada pelo termo sangita. As artes na Índia, particularmente a música, não têm uma função meramente de entretecimento, mas são uma forma de autoconhecimento e tidas até como um caminho espiritual. Os antigos rishis (sábios) da Índia já há muito tempo conheciam as qualidades profundas e terapêuticas da música. A voz humana, segundo considerada pelos Hindus da antiguidade, indica não só o caráter do homem, mas também expressa o que há de mais íntimo em seu espírito, sendo assim, o canto a arte primeira seguido da execução de instrumentos e em terceiro lugar a dança: as três artes performáticas que constituem o sangita, segundo os três mais antigos e principais tratados que versam sobre música e dança, o Natyashastra, o Abhinayadarpana e o Sangitaratnakara.

Hear to Upanishads music:
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Download Upanishads MP3
http://upanishads.multiply.com/music/item/5

Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15519921426567586159

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Incredible Indian Music!

Om Shanti

27 de março de 2008

Mais um Casamento Indo-Brasileiro




Namaskar


Eh com alegria que anuncio a mais um casamento indo-brasileiro.


Este eh o segundo casamento (so neste ano de 2008) entre uma brasileira e um indiano.


A brasileira simpatica e sorridente eh do Rio de Janeiro, e o rapaz indiano eh do estado do Kerala, no sul da India. Ambos sao cristaos e evangelizadores.


Incredible Indo-brazilian love!!!


Om Shanti



26 de março de 2008

Ibira na India - Parte 11

(Na vila de Fatehpur, quando errei o caminho para o terminal de onibus)

(Taj Mahal, no meu unico dia nublado de India)

(Vista da casa do meu amigo Roni)

Bom, como disse, nesse relato descreverei mais detalhadamente algumas outras experiencias que tive durante a minha estada na capital indiana. Eu cheguei em Nova Delhi no dia 17 de fevereiro, e minha estada na capital terminara na proxima segunda-feira, dia 31 de marco. Ou seja, terei ficado um mes e meio nessa cidade, tempo suficiente para visitar quase todos os lugares (que sao muitos por aqui), mas, principalmente, tempo excelente pra conhecer distancias, precos, facilidades etc... como havia dito no outro relato, acabei pegando "as manha".

Enfim, deixe-me comecar pelo meu amigo Rohnit, mais conhecido por Roni. O Roni mora aqui em Delhi, mas em um bairro comum periferico, classe media baixa, mais pra baixa, e me convidou pra ir visita-lo em sua casa. Ele, muito educado, veio buscar-me no local em que eu estava hospedado e me levou ate seu bairro. Passei o dia com ele e sua familia, ate que, a noite, fui convidado para dormir la. Pensei: "Oba, vida indiana de novo!". E pensei mais um pouquinho: "Coco no buraco, limpar-se com a mao, comida indiana sem talher e mais um monte de outros detalhes..."... hhmmm, aceitei o convite, claro. Isso ainda era uma quinta-feira e acabei ficando na casa dele ate o domingo daquela semana, fazendo tudo de novo que uma verdadeira vida indiana recomenda. Mas a experiencia de vida indiana na capital eh um pouco diferente. Embora eles nao sejam de familia rica, nada disso, viver na capital, moderna, exemplar, faz a diferenca. Logo no primeiro dia fomos ao cinema e pegamos metro. Foi a primeira vez que usei metro e fui ao cinema na India. O metro eh absolutamente excelente, absolutamente. Mas claro, fui revistado na entrada, como todos devem ser, alem de ter sido revistado na entrada do cinema. La no cinema, alias, o policial ainda me pediu para ligar minha maquina fotografica e tirar uma foto pra provar que minha maquina fosse realmente uma maquina. Mas tambem, se fosse uma arma eu teria matado meu amigo, coitado, que estava bem na minha frente. Enfim, era apenas uma maquina fotografica.

Nos outros dias, todos os dias no final da tarde, o Roni ia na academia com seu primo, mas eu preferia ficar na casa dele. Os jovens da minha idade, principalmente das cidades grandes, estao todos indo na academia desde que os atores de Bollywood comecaram a aparecer gostosoes e sem blusa nos filmes nacionais. E tambem gracas ao filmes (mas claro, nao somente) as meninas indianas das grandes cidades tambem estao comecando a mudar o comportamento - e em alguns casos ate demais! A propria irma do Roni, por exemplo, pediu para tirar uma foto comigo, quando fomos ao cinema, e na hora da foto ela colocou as maos nos meus ombros! Foi uma grande surpresa pra mim, ja que as meninas indianas que tinha conhecido ate entao mal chegavam perto... e fora que ela vestia uma roupa plenamente ocidental, como grande parte das meninas de Delhi.

Bom, aproveitando o assunto, outro susto que levei em Delhi foi em relacao aos casais novos, de namorados. Os monumentos aqui na capital costumam ser em grandes areas, tipo parque, com gramados etc. Por conta disso, acabei vendo em todos esses lugares diversos casais de jovens sentados aos pes de arvores, o que era muito dificil de ver nos outros lugares que eu estava na India. Mais susto ainda levei quando vi alguns casais inclusive se beijando (o famoso selinho, claro, passar disso ja eh demais tambem...). Mas devo ressaltar que isso ainda so ocorre nesses locais, parques e monumentos, nao nas ruas e outros espacos publicos. Alias, muitos desses monumentos historicos de Nova Delhi foram apresentados para mim por uma nova amiga que fiz, indiana, que fala portugues. E fala um portugues incrivelmente bem, sem sotaque, alem de ela ser tambem dessa nova geracao de indianos ocidentalizados.

Agora deixe-me contar minha experiencia em Agra, onde fica o Taj Mahal... decidi que ia pra la de trem e nao fiz reserva, pois nessa epoca do ano a procura ja nao eh tao grande. Enfim, logo cedo, as seis e meia da manha, fui pra estacao e pedi o bilhete pra Agra no guiche. O moco falou que era 64 rupias (3 reais, mais ou menos), o que achei muito estranho, ja que Agra fica a 200km da capital. Pensei que pudesse ser o ticket do "general coach", o vagao economico, sem lugar marcado, sem conforto, sem ar condiconado, sem nada, onde so vai o povao. Pensei, pensei, pensei... e aceitei comprar esse ticket. Coitado de mim. Fui pra plataforma e nao tinha a menor ideia de onde parava esse tal general coach. O trem atrasou duas horas e, quando chegou, o vagao que eu deveria entrar estava bem longe de mim. Quando cheguei nele, coitado de mim de novo, ja nao havia mais absolutamente lugar nenhum, nem pra sentar e nem pra ficar em pe. Fui pro vagao do lado, de lugares marcados, e fiquei em pe, perto da passagem pro meu vagao (na India da pra passar de vagao pra vagao por dentro do trem). Depois de o trem comecar a andar passou o cara que confere os tickets. Na hora de ele conferir o meu, ele viu que eu estava no vagao errado e mandou eu ir pro outro; eu retruquei dizendo que nao havia absolutamente espaco nenhum pra mim, mas ele nao teve do e disse "va!". Eu simplesmente fui ate a passagem entre os dois vagoes, no maximo que pude ir, peguei uma folha de jornal da minha mochila, pus no chao, e sentei. Resumindo, fui pra Agra sentado no chao entre dois vagoes, durante cinco horas. E nao pensem que os indianos que estavam no vagao de lugares marcados gostaram disso. Eles tiveram do de mim, pediram que eu fosse sentar la com eles, que eu era estrangeiro, e estrangeiro na India eh como Deus, que isso que aquilo, mas eu nao podia fazer nada, havia pago apenas 3 reais...

Quando cheguei em Agra fui ver o Taj Mahal, logico. Qual nao foi minha surpresa (alem de ter de pagar injustas 750 rupias, ou mais de 35 reais) quando me comecam a cair gotas do ceu. Desde que estava na India eu mal tinha visto nuvens, e de repente, no dia de ver uma das novas sete maravilhas do mundo, o ceu me resolve chover. Mas por sorte nao passou de um chuvisco e pude ver o Taj. Mas o que mais gostei da viagem para Agra foi ter ido a Fatehpur Sikri, 40km dali, um complexo de palacios, simples ate, mas extremamente bem conservados em uma area relativamente grande, onde um dia foi a capital do rei Akbar, por meros doze anos, antes de ele se transferir para Agra.

De Fatehpur Sikri eu queria ir para Mathura, a cidade de nascimento do deus Krishna, e resolvi fazer o que nao esperava fazer: pegar onibus local, onde so tem coisa escrita em Hindi, e estrangeiro raramente tem coragem de fazer. Os onibus saiam da vila local, extremamente pobre, e era apenas descer ate ela e virar no terminal de onibus. E quem disse que eu virei pro lado certo? Virei pro lado errado e me meti nas ruazinhas apertadas e lotadas de moscas das tipicas vilas antigas da India. Andei quase dois quilometros, ainda achando que o lado era certo; e em cada lojinha eu ouvia um “hello!” pra mim. Acabei perguntando pra um menininho onde era a parada de onibus, e ai que ele me disse que era pro outro lado. Voltei tudo e encontrei o terminal, quando descobri que la nao parava o onibus que eu precisava. Fui ate o local certo e depois de um tempo passou o onibus e entrei. Tive que descer em outra cidade pra trocar de onibus, ate que, finalmente, acabei chegando em Mathura. Pegar onibus local sozinho ate que nao foi tao dificil; pedindo ajuda pras pessoas certas funcionou direitinho. E ainda, depois de ver a cidade de Krishna, voltei para Delhi de novo de onibus local, pagando o equivalente a 4 reais, para percorrer de novo 200 km.

Minhas experiencias mais relevantes em Delhi encerram-se por aqui. Semana que vem partirei para ver os pes do Himalaia e nao sei se conseguirei mandar relato tao rapido. Mas assim que puder mandarei minhas experiencias dessa terceira etapa de minha viagem, nos meus ultimos 15 dias de India.

Om Shanti Om

Burca


Namaskar


Quem esta embaixo da burca eh homem ou mulher???????


Incredible India!


Om Shanti

25 de março de 2008

HOLI

24 de março de 2008

Ibira na India - Parte 10

(Lotus Temple, da religiao Baha'i, Nova Delhi)
(Dilli Haat, feira de artesanato, Nova Delhi)

(Eu, comendo sanduiche vegetariano do Mc Donald's)

No meu ultimo relato de viagem eu havia acabado de chegar em Nova Delhi, no dia 17 de fevereiro, num domingo de manha. A primeira diferenca que notei, ainda na estacao, foi em relacao a temperatura – estava bem mais frio que no Maharashtra, mil quilometros ao sul, em direcao ao equador. O frio mesmo eu senti quando fui pegar o autoriquixa para a casa da Sandra. Para quem nao conhece, os riquixas sao abertos, e o vento entra com tudo... mas enfim, frios de lado, eu me impressionei com Delhi nos poucos quilometros entre a estacao de trem e a casa da Sandra. Notei logo nos primeiros metros que a capital da India nao pode ser comparada com o resto do pais; ou ao menos com o tanto que eu tinha visto e vivido ate entao. Ruas largas, calcadas, sinalizacoes, parques floridos, pessoas (homens, mulheres e criancas) vestidos a maneira ocidental, carros modernos, metro e obras por todos os lados... Delhi era muito diferente do que eu tinha visto ate entao...

Cheguei logo na casa da Sandra, passando um pouco de frio... ainda de manha, com um pouco de vergonha, contei que tinha tido minha primeira (in)diarreia e que precisava dar um pulinho no banheiro, pois no trem, agora conto, segurei o tempo todo... mas por sorte ja estava passando.

Logo no primeiro dia eles me levaram no Dilli Haat, uma especie de feira de artesanato muito bem organizada, num lugar fechado, com produtos e comidas de toda a India. La eu vi indianos ricos que nem olhavam pra mim, eu vi turistas de monte, grupos de amigos mistos, com garotos e garotas, uma India ocidentalizada que eu ainda nao tinha visto... nao me sentia um ET, pela primeira vez na India. Tambem logo na primeira semana fiz uma coisa que jamais esperava fazer, mas que quando soube que existia eu nao pensei duas vezes: comi o sanduiche vegetariano do Mc Donald's da India.

Em Delhi as minhas experiencias nao aconteceram com tanta intensidade quanto aconteciam antes de chegar na capital. Tive mais tempo ocioso, visitei os locais com calma, pude ir e voltar aos mesmos lugares... no entanto, embora eu tenha tido menos intensidade de experiencias, acabei tendo a maravilhosa oportunidade de viver a cidade com calma, podendo conhece-la, ao mesmo tempo que tambem acabei conhecendo os indianos com muito mais profundidade. O resultado disso eh que em Delhi acabei ficando malandro... finalmente! ;)

Embora minhas experiencias anteriores tenham sido riquissimas para mim, eu nao estava fazendo praticamente nada sozinho; sempre tinha um amigo la para fazer as coisas por mim. Em Delhi nao, embora a Sandra tenha me acompanhado em alguns lugares, houve outros que fui sozinho, me virei sozinho, e acabei, finalmente, aprendendo como lidar com os indianos na maneira mais apropriada. Logo aprendi como barganhar bem o preco dos autoriquixas, dos produtos nas feirinhas, de tudo... um mes passado aqui na capital, posso dizer que devo ter conseguido repor o dinheiro perdido naquele mal falado hotel de Mumbai que me enganou e cobrou quase 3000 rupias no meu primeiro dia de India... em situacoes extremamente engracadas, quando queria voltar pra casa, saindo de algum monumento, por exemplo, o primeiro motorista de riquixa que eu perguntava me cobrava 200 rupias, e eu na hora passava pro do lado, que cobrava 150, e depois pro outro, e pro outro, e pro outro, ate que conseguia o preco mais do que justo, de 50 ou 60 rupias, dependendo do caso. Pra voces terem uma ideia, 200 rupias sao 10 reais, enquanto que 50 sao 2,50 reais. E eu chamava todos de loucos quando me cobravam esses absurdos. Pior ainda eh que quando eu falo que eu sei que o preco justo eh 50 rupias e eles fazem uma cara de indignadissimos, de ofendidos, tentando ate assustar a gente, enquanto tudo nao passa de uma grande encenacao que eles fazem pra enganar. Mas eles nao me enganam mais.

Mas voltando a Delhi, muita coisa me impressionou por aqui. Essa cidade tem um numero imenso de monumentos, por todos os lados, em todos os cantos, de todas as epocas. Sao desde ruinas das sete Delhis que existiram desde 1190 ate a construcao de Nova Delhi, no seculo XX, passando por templos novos maravilhosos, como o Lotus Temple e o Swaminarayan Akshardam, e tambem por predios e monumentos do governo na parte planejada da Nova Delhi. Eu nao me cansei de visitar cada um desses lugares, e vou embora da capital sem ter visto ainda algumas dessas ruinas e alguns museus. Sao muitos, mas muitos lugares pra visitar, com muita historia em cada um deles.

Nesse depoimento de hoje preferi deixar as minhas impressoes de Nova Delhi. No meu proximo relato eu vou descrever um pouco melhor algumas outras experiencias que tive aqui na capital, algumas em parte relacionadas a vida indiana em si, outras relacionadas a modernidade dessa cidade e tambem do dia que fui a Agra.

Om Shanti Om

23 de março de 2008

Sonia Gandhi brincando de Holi


Nossa querida Sonia Gandhi tambem se divertiu no Holi com sua familia em frente de casa.


22 de março de 2008

Ibira e Sandra brincando no Holi

Feliz Holi

Sandra e Ibira comemorando o Holi









FELIZ HOLI PRA TODO MUNDO!!!

21 de março de 2008

Ibira na India - Parte 9

(Fila para entrar no Taj Mahal, que durou quase uma hora por causa do desrespeito dos indianos que furam fila)
(Estrada Nacional, perto de Kolhapur, Maharashtra)


Hoje o meu relato nao sera um relato. Ao escrever meus depoimentos passados deixei de lado alguns detalhes, simplesmente porque esqueci de conta-los. Nao sao muitos, mas sao coisas muito importantes de se contar a respeito da vida indiana, do cotidiano e da cultura desse pais. Algumas outras coisas eu cheguei a comentar no primeiro e/ou segundo relato, mas que se repetiram ao longo dos meus primeiros 17 dias de viagem, quando encerrei meu oitavo depoimento. Entao algumas dessas coisas eu tambem apenas repetirei para que voces nao se esquecam que essas coisas acontecem rotineiramente na vida indiana comum.

Bom, vou comecar ainda pelo aeroporto de Londres, onde fiz escala para vir a India. Minha viagem a esse pais comecou, na verdade, la, no Terminal 4 do aeroporto de Heathrow. Ao descer no terminal, onde ficaria cerca de duas horas e meia, me assustei com a quantidade de indianos por todos os lados. Nao so havia indianos andando para todos os lados, embarcando para todos os destinos, mas tambem em todas as lojas do terminal (que parecia um shopping) havia indianos como vendedores e/ou gerentes. Foi um absoluto susto inesperado – eles realmente dominam o Terminal 4.

Depois de ja estar aqui na India e passar pelo susto do primeiro dia de Mumbai, minha primeira situacao embaracosa em termos de diferencas culturais foi na vila de Parshuram, na casa do Sankalp. Nao tem a ver com comer com a mao no chao, tomar banho de baldinho ou fazer coco no buraco e limpar-se com a mao. Tem a ver a pos-refeicao. Na primeira noite em Parshuram jantou conosco a vizinha do Sankalp, uma senhora de cerca de 60 anos ou mais. Ao terminarmos a janta, ela me solta um belo de um arroto. Foi o primeiro que ouvi, e foi extremamente dificil de segurar a risada. Ainda por cima porque ali estava tambem minha amiga brasileira – eu sabia que se eu olhasse para a cara dela eu morreria de rir. Numa outra oportunidade a cena se repetiu e, inafortunadamente, olhei pra minha amiga. Eu sabia, nao podia olhar pra ela. Nos dois percebemos que nao podiamos ter olhado um ao outro e, alguns segundos passados, falamos qualquer coisa para nos dar qualquer motivo para que caissemos na gargalhada. E caimos. A situacao foi bem embaracosa, mas acho dificil que tenham desconfiado o motivo de nossa gargalhada. E depois quando ouvi umas, digamos, flatulencias... embora em menor intensidade que os arrotos, os famigerados “peidos” tambem acontecem...

Ainda em Parshuram presenciei outra cena que me chocou um bocado, e que vi pelo resto da India, em todas as casas. A limpeza do chao eh feita com um ramo de alguma palha, mas geralmente eh sem um cabo longo, o que obriga a mulher (porque praticamente somente elas fazem isso) ficar absolutamente encurvada. Nao so bastasse isso, ate hoje nao vi rodo aqui na India, o que significa que, quando passam o pano molhado no chao, fazem com os proprios bracos, com as pernas esticadas e as costas dobradas para frente. Nao eh a toa que eh muito comum encontrarmos idosas completamente corcundas por aqui.

Depois, ja em Ashta, um dia vimos num barranquinho um cranio humano com dois ossos cruzados na frente – aquela imagem famosa dos piratas – e uns potes com algumas coisas. Era uma cena bem semelhante a nossa macumba. A explicacao que me deram daquilo coincidiu exatamente com os objetivos da macumba, o que nao esperava haver na India. Apenas depois que vim a saber que isso esta relacionado a uma manifestacao do Tantra.

Outra coisa que ja falaram em depoimentos varios por aqui, mas que vale a pena repetir, eh o tal balanco de cabeca indiano. Ao dizer sim, balancam a cabeca para os lados, mais ou menos como nosso nao, mas mesmo assim diferente. Quanto mais ao sul mais intenso eh esse balanco. Em alguns momentos isso pode gerar confusao, mas no fim das contas ate a gente acaba pegando o jeito. Alias, recomendo a todos que forem passar mais tempo na India a se adaptarem com os jeitos, gestos e sotaques locais; so assim eh possivel ser menos enganado e mais compreendido. E a viagem fica muito mais divertida.

Como rodei por muitos lugares, seja sozinho, seja com amigos locais, seja por vilas inexploradas, seja por locais turisticos, vi muitas estradas diferentes. Mas todas, absolutamente todas, nao merecem reclamacoes. Em muitas estradas enfiadas no meio do nada, absolutamente nao turistica e que so servem para os agricultores pobres locais, havia asfalto em perfeitas ou boas condicoes. As estradas nacionais sao bem conservadas, embora nao tao largas e boas quanto algumas do estado de Sao Paulo, no Brasil. Algumas dessas estradas, inclusive, sao de concreto. Nas cidades nao posso reclamar das ruas. De forma geral o asfalto eh excelente e muitas vezes eh tambem de concreto. Claro que ha muito transito nas cidades maiores, mas nada muito diferente de Sao Paulo. Mumbai eh disparado a pior cidade da India em termos de transito, mas ainda assim insisto, nao esta longe de Sao Paulo. Embora o transito possa parecer mais caotico ainda que Sao Paulo, o que ocorre eh que eles se entendem e as coisas acabam fluindo. O problema eh para nos ocidentais que nao entendemos e achamos ser caotico e absurdo.

Eu tinha reparado logo no comeco que os monumentos historicos nao eram muito bem conservados, ou que a conservacao era feita de maneira diferente da que a gente esta acostumado no ocidente. Isso eh fato e fui ter certeza quando cheguei aqui em Delhi, cidade com inumeros monumentos. Deixarei para falar mais sobre isso nos relatos que se seguirem, ja sobre minha estada em Delhi.

So pra relembrar, praticamente em todas as casas indianas deve-se tirar o sapato. Dependendo da familia e da tradicao, se dermos dois passos dentro da casa com sapatos estaremos cometendo uma tremenda ofensa. Em relacao aos templos, nao ha excecao; seja templo hindu, seja sikh, muculmano ou budista, em todos deve-se tirar os sapatos. Nesses casos, eh de grande valia vir para a India com uma papete, justamente para essas situacoes todas que se repetem sempre. Eh um tanto desagradavel, e chega a ser ate um mico, ficar desamarrando o sapato, tirando a meia, e depois colocando a meia de volta e amarrando o sapato em cada uma dessas situacoes.

Outra coisa importante: ao vir a India todos devem estar preparados para serem revistados em todos os lugares possiveis. Isso comecou comigo no aeroporto e so vai terminar no aeroporto de novo, na hora de ir embora. Tem lugares, templos muito importantes, por exemplo, que sao feitas tres revistas na gente, alem de termos de abrir malas e mochilas que estivermos carregando. Ja fui revistado em entrada de fortes, templos, mesquitas, ruinas, metro, cinema... tudo por causa do terrorismo que hora ou outra resolve atacar por aqui...

Agora vou dizer uma coisa importante que pode ser dificil para alguns escutarem. Como eu disse logo no meu primeiro ou segundo relato, ao vir a India eu decidi que estaria aberto a experimentar tudo aquilo que viesse no meu caminho, procurando viver a verdadeira vida indiana e assim (tentar) compreende-la. Eu de fato fiz o maximo que pude neste sentido, e continuo fazendo ate hoje. Percebi que vir a India como um turista normal faz nao eh suficiente para revelar o que eh este pais e este povo – e dai os comentarios grossos e preconceituosos sobre a India acabam facilmente surgindo. Ficar em hotel cinco estrelas, andar sempre de taxi e ir somente em lugares realmente turisticos, a la Taj Mahal, vai mostrar uma India bonita para turista ver, mas o resto da sociedade em volta nao se esconde. Por isso esse pais choca tanto, porque as pessoas vem para consumir monumentos e nao para entender uma sociedade milenar, por mais estranha que possa parecer pra gente. Ficar numa bolha pode ser confortavel, mas nao nos da o direito de criticar. E afinal, eles tem no minimo 5 mil anos e nos 500. Eles tem 1,2 bilhoes de pessoas, enquanto que a populacao do Brasil eh apenas a virgula deles.

Por fim, apenas gostaria de dizer a respeito de uma coisa que fui obrigado a me adaptar, mas com muita relutancia e ate hoje fico triste com isso. O indiano comum eh muito mal educado; mesmo que seja ele bem educado, e conosco seja muito atencioso e respeitoso, socialmente ha muito desrespeito. Nao se fala obrigado e por favor, por exemplo, mas isso eh o de menos. Em locais em que deveriam haver filas elas simplesmente nao existem porque todos querem chegar na frente; nao se trata nem de furar fila (o que tambem acontece), mas o que ocorre eh que todo mundo vai na frente ao mesmo tempo. O resultado eh que nos, ocidentais, tentando esperar a nossa vez, acabamos esperando o dia inteiro se tambem nao nos metermos na frente dos outros, desrespeitando ordem, genero e grau. Ate hoje ainda reluto comigo mesmo, mas eh inevitavel nao ser como eles nesses momentos se eu realmente quero aproveitar as coisas da India. Isso ocorre tanto em locais como metro, quanto em locais como templos extremamente sagrados.

Om Shanti Om

Conhecimentos Gerais (10)


What is isso?
O que seriam os "pontos" pretos ???

20 de março de 2008

Jogador Brasileiro Detido na India






Namaskar



O jogador de futebol Jose Ramirez Barreto acaba de ser detido esta manha, no aeroporto de Calcuta, saindo ilegalmente com 19 mil dolares na mala.



Na India desde o ano 2000, Barreto construiu sua carreira no time Mohun Bagan, de Calcuta, tornando-se o melhor, mais conhecido, mais premiado e mais bem pago jogador de futebol da India.



Segundo a lei, ninguem pode sair do pais com mais de 10 mil dolares sem declarar na alfandega. Barreto estava de saida para o Brasil com quase o dobro da quantia permitida, sem declarar. Ha oito anos na India, o jogador certamente conhece as legislacoes locais, o que prova sua intencao de nao pagar os impostos devidos.





Incredible Barreto!





Om Shanti

18 de março de 2008

Higiene Bucal

(Eu e Ibira usando o po dentifricio ayurvedico)

Namaskar


Nas cidades usamos escova de dente e creme dental para fazermos a higiene bucal basica. O fio dental ainda eh pouquissimo utilizado pelos indianos. No entanto, eles utilizam o raspador de lingua que eh pouquissimo utilizado no ocidente.


Na parte rural e vilarejos pobres as pessoas nao tem acesso a escova e creme dental e a higiene bucal eh feita utilizando-se o po dentifricio ayurvedico. Esse po eh feito a base do carvao, onde sao misturadas diversas ervas que conferem ao po preto um sabor agradavel e levemente abrasivo. No fim das contas, o resultado sao dentes mais brancos, com efeito semelhante ao bicarbonato de sodio que algumas pessoas usam no Brasil.


A aplicacao do po eh feita somente com o dedo indicador da mao direita, ou com uma especie de escova feita com ramos de plantas locais.
No video do post abaixo voces podem ver a demonstracao de utilizacao desse po feita por Ibira, porem utilizando-se escova de dentes normal.


Incredible India!


Om Shanti

Higiene Bucal Ayurvedica

17 de março de 2008

Ibira na India - Parte 8

(Buda, cavernas de Ajanta, Maharashtra)
(Daulatabad Fort, Maharashtra)

(Ranguli feito para mim em frente a casa)



Apos eu e Pradeep sairmos de Shirdi, por volta do meio dia, fomos para a vila/cidade em que moram os tios dele. Embora em quilometros essa vila nao fosse tao distante, levamos pouco mais de seis horas pra chegar la, pois nao so pegamos onibus local, que para em todos os lugares possiveis e nao eh tao rapido e eficiente quanto o Volvo, mas tambem passamos por estradas muito estreitas e sinuosas. Quando chegamos na cidadela ja era noite. Fomos andando pelas ruelas da parte antiga ate chegarmos em frente a uma casa um pouco maior que as demais – era a casa dos tios de Pradeep. Na rua, em frente a escadinha que dava na varanda da casa, uma surpresa: um ranguli havia sido feito especialmente para dar as boas vindas para mim. Ranguli eh uma especie de mandala feita com areia fina colorida, geralmente desenhada na entrada dos lugares em ocasioes especiais para dar boas vindas aos convidados, por exemplo.

Ao entrarmos todos nos esperavam. Imediatamente trouxeram o famoso cha indiano (ainda bem que, pra mim, esse cha eh gostoso...), enquanto comecei a ser alvo de perguntas triviais e que seria a enesima vez que estava respondendo. De onde voce eh? Por que esta na India? Por quanto tempo? O que voce mais gostou ate agora? E a comida indiana, gostou? O que voces comem no Brasil? E por ai vai...

Pouco depois teve a janta, no chao e com as maos, claro. Apos jantarmos o Pradeep me levou para a casa de outra tia dele, ali pertinho. Era uma casa muito pequena, na verdade porque havia sido dividida ao meio para dar espaco a clinica da tia, que eh medica. Na casa havia apenas mais o marido e o filho deles, Rakul, de 14 anos. Serviram mamao picado pra mim, com mais uma chicara de cha indiano. Enquanto isso, o marido da tia me perguntou se eu conhecia o mamao e se tinha tanta fruta no Brasil quanto na India. Disse que sim, e que na verdade no Brasil ha muito mais variedade de frutas e vegetais do que na India... dessa vez nao consegui segurar. O filho deles so me ouvia, mas nao falava nada; mas isso ficou assim ate ele descobrir que eu era formado em Geografia, a materia preferida dele. Imediatamente ele chegou com dois atlas escolares para me mostrar os mapas tematicos da India, e me explicou tudo. Depois quis que eu explicasse sobre o Brasil, o que produziamos etc... experiencia simples mas absolutamente inesperada.

Fomos dormir. No dia seguinte acordariamos cedo pois teriamos mais um dia corrido. Por sorte o tio do Pradeep emprestou o motorista dele para a gente e assim Rakul pode vir conosco, no carro velho da decada de 50/60. Antes de sairmos de casa, a tia do Pradeep veio ate nos colocar um tilak em nossa testa e deu-nos uma nota de 50 rupias para cada um - eh um ritual para desejar boa viagem. O primeiro lugar que paramos foi o Daulatabad Fort. Eram ruinas de uma cidadela murada dos anos 1600, mas que foi muito interessante de ver, principalmente por seu avancado nivel de seguranca para a epoca. Mas como muitos lugares do genero na India, essas cidadelas viram lugares fantasmas logo apos o rei morrer, principalmente porque cada novo rei queria construir a sua propria cidade, com seu proprio nome. O bom eh que agora, no seculo XXI, temos muuuuitas coisas a ver...

Apos o Daulatabad Fort fomos para um dos lugares mais impressionantes e valiosos que vi ate agora na India: as cavernas de Ajanta. Ajanta eh um conjunto de 29 cavernas inteiramente esculpidas na rocha por monges budistas, sendo algumas escavadas para serem especies de monasterios, enquanto outras eram locais de meditacao. Os mais antigos datam do seculo II antes de Cristo e os mais recentes do seculo VII depois de Cristo. Sao os mais antigos, porem, os mais importantes, nao so pela data, mas principalmente por conterem paineis pintados com um detalhismo impressionante, contando a historia de Siddharta Gautama e depois de ele virar Buda. Tambem impressionou o fato de o local estar, agora, extremamente bem conservado e com excelentes estruturas de preservacao e iluminacao interna para nao prejudicar os murais.

Depois de sairmos de Ajanta fomos para Jalgaon, onde dormiriamos na casa de outros familiares do Pradeep. No caminho passamos por estradas de novo estreitas e sinuosas e cruzamos diversas vilas extremamente pobres. Isso, na verdade, nao era novidade pra mim. Novidade foi quando, pouco antes de cruzar uma dessas vilas, apos o sol baixar, senti um forte cheiro de coco. Olhei para a beira da estrada e percebi inumeras pessoas agaixadas, em ambos os lados da pista, fazendo as suas necessidades ali mesmo, cada qual com seus respectivos baldinhos com agua. O mesmo se repetia do outro lado da vila, e em todas as outras vilas que cruzei naquela noite, antes de chegarmos em Jalgaon.

Jalgaon eh uma cidade grande. Quando chegamos na casa dos outros familiares do Pradeep, adivinhem, serviram cha indiano, claro. Era a casa mais rica que estava ficando ate entao na India, nao muito grande mas com todo o conforto; mesmo assim, logicamente, havia cama na sala, como (quase) sempre. Jantamos e fomos dormir. No dia seguinte eu deveria estar ao meio dia na estacao de trem mais proxima dali, pois, finalmente, partiria para Delhi, mais de mil quilometros dali. Quando acordei, no sabado, dia 16 de fevereiro, estava com dor de barriga. Pensei: “Puxa vida, sera?”. E sim, foi, estava com diarreia bem no dia em que ficaria 17 horas dentro de um trem. Nao contei pra ninguem na casa. As 11 da manha me deram almoco, que tive que comer correndo e estava sem fome, alem de tudo, por causa da dor de barriga. Depois de 16 dias de India os germes hindustanis me venceram.

Enfim, fui a estacao e peguei o trem, que atrasou so um pouco. O trem era do mesmo estilo que o primeiro que eu havia pego de Mumbai para Chiplun, com lugar para dormir em nichos de seis pessoas. No lugar em que eu estava nao havia ninguem com cara de que quisesse conversar. Porem, por sorte, um rapaz perguntou se eu nao podia trocar de lugar com ele, pois assim ele poderia ficar junto do amigo. Disse que sim, sem problemas; afinal, minha unica preocupacao ali era minha dor de barriga... acabei tendo sorte, no final de contas. No nicho em que acabei ficando tinha um senhor com seus dois filhos (um homem e uma mulher, ambos com mais de vinte anos). Esse senhor, depois de um bom tempo, acabou puxando assunto comigo e disse estar preocupado, pois notava que eu nao estava comendo nada – eles comiam alguma coisa a cada estacao que o trem parava. Apenas disse que nao estava com fome e agradeci a preocupacao. Ele perguntou mais algumas coisas basicas, mostrou que sabia ate alguma coisa sobre o Brasil, mas ficamos nisso. Apos mais algum tempo, de repente, quando paramos em alguma estacao qualquer, ele desceu e voltou com um cacho de uva e uma mexirica pra mim. Embora sempre me recomendassem nao aceitar nada de ninguem nos trens, nao recusei as frutas e comi. Mais um tempinho passado e o mesmo senhor, de novo, comprou pra mim um cha indiano que passam vendendo dentro do trem. Agradeci, ate envergonhado, pois assim parecia que eu era um pobre coitado; mas a verdade eh que indiano, quando eh educado e atencioso, ele sabe fazer isso direito, realmente. Depois de mais um tempo ajustamos nossas “camas” e dormimos.

As sete da manha do domingo seguinte, 17 de fevereiro, estava eu chegando em Nova Delhi, finalmente. Agradeci imensamente a preocupacao daquele senhor, despedi-me e fui embora, para mais uma etapa da minha viagem.

16 de março de 2008

Ovos Indianos

15 de março de 2008

Respostas

Namaskar

Na ultima enquete perguntei se os depoimentos das pessoas que vem aqui para a India deveria continuar. Veja o resultado:

Sim = 98%
Nao = 2%

Portanto os depoimentos continuarao aqui no Indiagestao :)

Ibira na India - Parte 4
Marcela: O povo da vila geralmente eh basicamente agricultor de subsistencia e nao recebem apoio de entidades. Em alguns estados daqui, no caso das familias com filhas, ha um apoio do governo para que elas frequentem as escolas. Em algumas vilas proximas a lugares turisticos eles tambem ganham dinheiro vendendo bugigangas e enganando turistas.

Mini Musculo
Alexandre: O mini musculo nao compete com ninguem e nem tem como, ele faz isso basicamente para aparecer, para ser uma aberracao, mesmo. Na verdade, essa eh a unica maneira de ganhar dinheiro e sobreviver.


Prato OrganicoAlexandre: Sim, os pratos organicos sao vendidos como descartaveis.

Conhecimentos Gerais (7)
Essas fotos mostram o gradil que separa as duas pistas de uma avenida em Delhi e que eh usada como varal pelos moradores de rua das castas mais baixas.

Conhecimentos Gerais (8)
Como ja diz na plaquinha, isso eh o palito de dente de marfim usado por Gandhi, que tambem tinha a funcao de limpar o ouvido. Na India eh muito comum palitar os dentes apos as refeicoes, mas esse com dupla funcao eh rarissimo!

Casamento de macacosEmbora possa parecer que essas coisas so acontecam quando o dinheiro eh farto e nao se tem mais o que fazer, aqui na India eh absolutamente o contrario. Nas regioes mais pobres do pais, onde a tradicao e cultura milenar ainda imperam, esse tipo de evento acontece principalmente em homenagem aos deuses do Hinduismo, como o deus-macaco Hanuman.

Conhecimentos Gerais (9)Essa bocona da foto eh a entrada de um pequeno templo para o deus Shiva, em Nova Delhi. Fica dentro de um parque da cidade com construcoes semelhantes a essa. Na foto ha um sacerdote hindu lavando o altar.
Ernesto: Um casal gasta cerca de 5000 rupias por dia (U$130,00), incluindo hospedagem e comida (em hotel simples). Nao conheco nenhuma agencia de turismo para recomendar aqui na India.


Incredible India!!!
Om Shanti

14 de março de 2008

Depoimento do Nelson

NAMASTE SANDRA.

MEU DEPOIMENTO É MUITO SIMPLES, ADOREI TUDO QUE VI, OS TEMPLOS,COMO É LINDO O TAJ MAHAL!!!,AS PESSOAS. REALMENTE É UM CHOQUE DE CULTURA, O FATO DE O GESTO DE DIZER SIM BALANÇANDO A CABEÇA LATERALMENTE COM SE FOSSE O NOSSO NÃO JÁ CRIA UMA DISTANCIA ENORME NO ENTENDIMENTO DAS COISAS. MAS AS DIFERENÇAS QUE MAIS ME FASCINARAM: VI A PRESENÇA DO CONPORTAMENTO INSPIRADO POR GHANDI NO DIA DIA DAS PESSOAS. ME SURPREENDI EM PODER ANDAR COM DINHEIRO NO BOLSO, RETIRAR DINHEIRO E CONTAR NA FRENTE DAS PESSOAS E NINGUEM SE SURPREENDER COM ISSO. AO CONTRARIO DE SÃO PAULO QUE NÃO PODEMOS NEM ANDAR BEM VESTIDOS , POIS TEMOS MEDO DE SERMOS ASSALTADOS.

ANDEI POR LUGARES MUITO HUMILDES, COM INFRAEESTRUTURA MÍNIMA, MAS ME SENTI SEGURO O TEMPO TODO. NÃO SOFRI UMA UNICA AGRESSÃO EM TODOS OS LUGARES QUE VISITEI,SEJA EM DELI, AGRA JAIPUR ETC.

UM PONTO QUE NÃO CONSEGUI CONTORNAR FOI A ALIMENTAÇÃO, MESMO COMENDO AQUI NO BRASIL BASTANTE PIMENTA, SENTI MUITA DIFERENÇA NAS COMIDAS, VISTO QUE A PIMENTA ASSOCIADAS AOS CODIMENTOS CRIA UM AUMENTO PICANTE QUE NÃO CONSEGUI ME ADAPTAR, ACREDITO QUE PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA CONSEGUIR SUPERAR ESTA ETAPA E APARTIR DAI PODER APRECIAR OS PRATOS TÃO DIFERENTES DAQUELES APRECIADOS POR AQUI.

RESUMINDO,ACHO QUE O BRASILEIRO TEM MUITO A APRENDER COM OS INDIANOS, PRINCIPALMENTE A CALMA APARENTE QUE NOS PASSAM.ACREDITO QUE NECESITARIA PASSAR UNS DOIS ANOS AI VIVENDO COM INTENSIDADE O DIA DIA PARA DAR UM DEPOIMENTO MAIS ABRANGENTE E CONCISTENTE, PORÉM SE ME BASEAR NOS DIAS QUE AI PASSEI, MINHA NOTA É 10 AO POVO QUE ME ACOLHEU COM RESPEITO, SEGURANÇA E SIMPLICIDADE, SEJA NOS SHOPPINGS, SEJA NAS FACULDADES QUE VISITEI, SEJA NAS FABRICAS, SEJA COM OS ARTESÃOS QUE ALÉM DE ME VENDEREM PEÇAS DE ALTISSIMO NIVEL TECNICO, TIVERAM QUASE SEMPRE A PACIENCIA DE MOSTRAR COMO ERAM FEITAS ESTAS PEÇAS. FANTASTICO NÃO?

DESCUPA-ME PELOS ERROS, ESTOU ESCREVENDO NO HORARIO DE TRABALHO E COMO SABES VOLTEI AO MUNDO ONDE TUDO É PARA ONTEM E SE EU CORRER SEMPRE ESTAREI ATRASADO,ESTRESS TOTAL. COMO SE DIZ AQUI, VAMOS QUE VAMOS.

OBRIGADO MAIS UMA VEZ.

PODEMOS CONTINUAR NOS FALANDO

NELSON TRINDADE

Mais uma Estrangeira Estuprada


Namaskar

Polícia de Goa detém suspeito de violação e morte

A polícia indiana em Goa deteve no domingo um homem de 29 anos suspeito de violação e morte de uma adolescente britânica na praia de Anjuna, em Fevereiro, noticia hoje a edição online do diário goês Herald.

Samson dSouza, de 29 anos, foi acusado de violação e morte de Scarlett Keeling,
de 15 anos, encontrada semidespida e morta na praia de Anjuna na manhã de 18 de Fevereiro.

Segundo o Herald (antigo O Heraldo), o suspeito foi visto com a adolescente às 04:45 daquele dia, tendo o corpo sido encontrado sem vida cerca das 07:00 da manhã.
Mesmo que a relação sexual tenha sido consensual, é considerada violação, segundo a lei indiana, por se tratar de uma menor, disse o inspector-geral da polícia, Kishan Kumar, citado pelo Herald.

O caso vinha gerando grande controvérsia, em Goa, já que, no final de uma primeira autópsia, a polícia não contemplava a hipótese de morte violenta.
Uma segunda autópsia, requerida pela família, detectou 23 marcas de ferimentos anteriores à morte, informou o chefe do Departamento Forense da Escola Médica de Goa, Silvano Sapeco, segundo o Herald.

Scarlett encontrava-se de passeio na Índia na companhia da mãe, Fionna MacKeon, cinco irmãos e o companheiro da mãe.
A família de Scarlett estava de viagem noutra região da Índia quando a adolescente foi morta.

http://www.supergoa.com/pt/read/news_noticia.asp?c_news=963

Colaborou: Isabel Cristina

INCREDIBLE INDIA!

Om Shanti

13 de março de 2008

Incenso faz Mal !!


Namaskar

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno --substância cancerígena-- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora

"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u380056.shtml

Colaborou: Marcel Mendes

INCREDIBLE INDIA! (slogan do governo indiano)

Om Shanti

Ingles com sotaque indiano


Namaskar

A noticia de jornal ao lado cre que no futuro todos irao falar ingles com sotaque indiano.

Observe que quem escreveu a pequena noticia foi um indiano hehehehehe ;)

Colaborou: Marcel Mendes

Incredible India!

Om Shanti

Menino Dançando



Menino rajastanes dancando musica folclorica. As meninas NAO dancam. Os meninos dancam com blusas longas acopladas a uma saia curta rodada.
Observe e veja no video.

12 de março de 2008

Conhecimentos Gerais (9)


What is isso?
Eh aqui na India e nao eh parque de diversoes!

11 de março de 2008

Bem Conectada ;)


Namaskar

Este eh um pequeno exemplo de como a India esta bem conectada, hehehehe :)

Assim sao as instalacoes eletricas por aqui...


Foto: Marisa

Incredible India!

Om Shanti

10 de março de 2008

Ibira na India - Parte 7


Terminei meu ultimo relato dizendo que eu e Pradeep partimos juntos para visitar alguns lugares famosos do Maharashtra. Naquela manha nos pegamos um trem perto da casa dele, em direcao a rodoviaria de Pune. Era trem urbano – primeira vez tambem com essa experiencia –, mas bem diferente dos do Brasil. Nos iriamos pegar onibus normal, aqueles do Maharashtra que ja tentei descrever antes – nao seria um Volvo dessa vez. Alem disso, para o local que iriamos primeiro levariamos algumas varias horas pra chegar, ja que nao tinha estrada reta e direto para la, alem do onibus nao ser dos mais velozes.

Chegamos em Tryambakeshwar depois de viajar o dia inteiro e trocar de onibus uma vez em algum lugar no meio do nada. Nessa parada em algum lugar no meio do nada nos tambem jantamos; comi comida de beira de estrada indiana, alem de beber a agua sabe Deus vinda de onde. Ja tinha feito isso antes com os meninos, na verdade, mas nessa viagem com o Pradeep tive que me sujeitar a situacoes bem mais, digamos, de risco para um estrangeiro nao acostumado as condicoes locais – refiro-me aos germes locais etc. Eu nao poderia seguir as recomendacoes recebidas – principalmente por parte de meus pais – de nao beber agua que nao fosse mineral e de tomar cuidado com a higiene, por exemplo. Nao que eu nao tomasse cuidado com a minha propria higiene, mas comendo nessas condicoes que comi, por exemplo, o cuidado com a higiene estava fora do meu alcance. E me recusei a pedir agua em garrafa se em todos os lugares que entramos na India nos servem um copo de agua sem que se cobre por isso.

Bom, voltando a Tryambakeshwar... era ja meia-noite e a cidade dormia. Fomos parando de pousada em pousada procurando vaga e nao encontravamos. A cidade eh um lugar extremamente sagrado no hinduismo, especialmente para os seguidores de Shiva; alem desse existem outros onze templos assim (com uma jyotirlinga) na India inteira. Mas alem disso, nessa cidade nasce o rio Godavari que, segundo diz a lenda, eh a manifestacao do rio Ganges no sul, o que da a ele o status de segundo rio mais sagrado do pais. Por isso o local vive cheio de peregrinos e com todas as vagas ocupadas, mas acabamos encontrando a nossa.

No dia seguinte cedinho ja saimos da pousada para ir ver o templo. Ja estava cheio antes das sete da manha. A verdade eh que pulamos uma etapa importante. O correto seria banhar-se nas nascentes do Godavari no local feito especialmente para isso, fora do templo, para entrar la ja purificado. Nao fizemos por dois simples motivos: meu amigo quis poupar-me e estava fria aquela manha. Depois de vermos o templo ja partimos dali e fomos direto a Nasik.

Nasik tambem eh banhada pelas aguas do Godavari e eh, de novo, um local muito sagrado para o hinduismo, mas dessa vez nao so por conta do rio. La ocorre um dos quatro Kumbh Mela que acontecem a cada doze anos na India. A lenda diz que um dia os demonios e os deuses fizeram um acordo e resollveram parar de brigar. Para tanto iriam dividir o nectar sagrado (amrit); quando ele chegou os demonios roubaram o nectar e, por doze dias (doze anos terrestres), demonios e deuses lutaram . Na batalha quatro gotas do nectar cairam sobre a terra – e sao, portanto, os quatro lugares em que ocorre o festival do Kumbh Mela a cada doze anos. Para se ter uma ideia da importancia desse festival, o ultimo que teve em Nasik (2001) reuniu, durante pouco mais de um mes de duracao, cerca de 70 milhoes de pessoas. Isso porque esse nao eh o maior. Alem do Kumbh Mela e do Godavari, a cidade tambem tem outra importancia: uma das lendas diz que a deusa Sita, esposa do deus Rama, foi sequestrada ali em Nasik, e sua casa esta preservada ate hoje.

Enfim, lendas aparte, o que importa eh que, carregando malas, andamos pela cidade e fomos em todos os pontos importantes. Inclusive lavamos pes, maos e rosto nas aguas do Godavari, onde outras pessoas faziam suas oferendas e rituais. Pouco a frente do rio, ja fora da area de purificacao, mulheres lavavam suas roupas. Ao lado, uma feira livre no chao. Vacas andando no meio. Muito barulho. India.

De Nasik partimos para um templo de Durga no meio de um penhasco no meio do nada. Fomos de onibus ate o alto de uma montanha, onde paramos na vila. De la tivemos que escalar o penhasco numa escadaria, ate atingir o templo. O diferente disso eh que tinhamos que usar um capacete para subir a escadaria, pois nao ha muito tempo algumas pedras soltaram-se do penhasco e destruiram parte do templo. Por sorte ninguem morreu, mas o templo parecia ter sido bombardeado.

De la iriamos direto para Shirdi. No entanto, pegamos o onibus errado e tivemos que parar num entroncamento de estrada no meio do nada. Havia uma barraquinha preparando alguma coisa qualquer, bem do tipo de que turista nenhum se arriscaria a comer em momento algum da vida. Pois Pradeep comprou um pouco daquela coisa qualquer e comemos. Eu estava mesmo com fome. Finalmente o onibus correto passou e fomos pra Shirdi, onde, de novo, so chegamos tarde da noite. Shirdi eh a cidade do primeiro e original Sai Baba (morto em 1918), e que uma parcela enorme da populacao indiana eh devota. O outro Sai Baba (Satya Sai Baba), que diz ser reencarnacao do primeiro, eh mais famoso so no ocidente. Na India eles cansaram de suas promessas nao cumpridas, de seus milagres desconstruidos, de sua filosofia que nao bate com a do primeiro. E devo dizer: ate o presente momento, o templo com mais devotos que vi ate agora na India sem ser em celebracao especial foi o do Sai Baba de Shirdi.

Quando chegamos na cidade nao encontramos vagas em absolutamente hotel algum. Havia um enorme centro de recepcao para os devotos, da propria instituicao mantenedora do templo, que possuia inumeros leitos, mas qualidades das mais basicas possiveis. Era nossa ultima opcao. Ao chegarmos la, juntos com familias inteiras que vinham de longe, disseram-nos que nao havia vagas para dois. Porem, ao descobrirem que uma pessoa (eu) estava vindo de tao longe para ver o templo do Sai Baba, disseram que poderiam dar um jeitinho. E deram o tal jeitinho; arranjaram um quarto pra gente que seria pra quatro. Coitada da familia de quatro pessoas que ficou sem vaga... dormimos em cama bem simples, mas suficiente para descancarmos. No dia seguinte cedo fomos ao templo ter o darshan do Sai Baba (em sanscrito, essa palavra, darshan, significa “ter a visao do divino”, ou seja, nesse caso, ver a estatua do Sai Baba no altar do templo), o que durou segundos, pois, pelo tanto de gente, tinhamos que ser muito rapidos. E dali, de novo, partimos para outro lugar, que vai ficar para o proximo relato, eh claro.

Om Shanti Om
Fotos: Vista do templo de Durga; Nasik, as margens do rio Godavari.

9 de março de 2008

Veja o que a Alice aprendeu...

Namaskar

Aos poucos a vida vai voltando ao normal e eu vou podendo colocar algumas postagens para voce.

Veja abaixo o que a Alice nos enviou...

Há anos viajo, mas a Índia foi uma surpresa para mim. Lá naquele país aprendi a respeitar e reconhecer nas diferenças a beleza da igualdade.
Sim porque nas minhas viagens e contatos com pessoas de muitos lugares, crenças e diferenças sociais nunca me deparei com tamanha desigualdade como acontece quando estou na Índia, e só por isso já vale a viagem.
Reconhecer as nossas limitações frente ao diferente, observar com o coração aberto aquilo que a vida nos oferece já é mais que o suficiente para validar qualquer experiência.
Reféns das nossas limitações e crenças, muitas vezes percebemos que somos incapazes de sair de alguma situação-limite e, mesmo sofrendo, sabendo que os limites são auto-impostos, não conseguimos vencê-los.

Como falar inglês sem estudar? Como emagrecer sem fazer dieta? Qualquer conquista em nossa vida exige esforço, determinação e vontade, mas nada disso valerá a pena se a vibração do coração estiver comprometida.
E lá na India eles aceitam tudo como um karma ou darma, aceitam a fome a miseria, as classes sociais, a penuria como forma de vida futura...bem agora estou assim porque é o que os deuses querem para mim...

É o coração o grande vilão da experiência humana.
Porque podemos contar para as pessoas e para nós mesmos histórias sobre a vida, nossas intenções, mas se o coração estiver pesado, a vibração que você oferecerá ao mundo inevitavelmente será ruim.
Percebi na India que não é a ação ou intenção que vale na mudança de um jeito de viver, tudo isso acessa apenas o intelecto , deixando seu ego à deriva como costuma acontecer sempre em nossas vidas. Porém na hora de mudar o que vale realmente é a nossa reação...
Devemos reagir as coisas ruins da vida, reagir a algo que nos faz mal, que nos diminui..
Daí devemos partir para a ação, na verdade ao contrario da lei da ação e reação devemos reagir á vida para depois agir...

As coisas da vida vão continuar acontecendo; mortes, desalento, desemprego, insucessos afetivos, porque são lições da vida, pedaços que por alguma razão temos que enfrentar. O que de fato pode nos ajudar será a nossa postura, como afinal reagir a situações complicadas, como vibrar algo bom.
E o interessante que aprendi mais ainda com eles, aprendi a aceitar a vida como ela é...mas só se nada mais pode ser mudado, pois seria dar socos em ponta de faca...aprendi que não devo sofrer pelo que nunca poderá ser mudado ou o que não depende de nós a solução.
Aprendi mais ainda a mudar o que posso mudar em mim para melhorar espiritualmente e como pessoa, mas tambem aprendi a ser como sou pois sou uma pessoa especial aos olhos de Deus (ou deuses) e todas minhas qualidades devem ser cultivadas e aceitas com a mesma força com que tenho que mudar meus erros e defeitos.
Aprendi muito na India ... e a lição mais preciosa foi viver no Brasil com o coração na India onde deixei meus amados e queridos filhos e netos...

beijocas Alice